+ B Inspiração Brasil




O Mar de Ilusões na SP-Arte 2012.


A rebuscada instalação do artista plástico Raimundo Rodriguez, foi uma das obras mais
visitadas da SP-Arte de 2012. Com uma dimensão total de 2.10m de altura por 2m de largura
por 1m de profundida, o “Mar de Ilusões” criado pelo artista, provocou enorme curiosidade
no público presente, revelando o aspecto lúdico por trás de uma densa simbologia e de um
contínuo processo de ressignificação. Personalidades importantes do mundo da arte como
Gilberto Chateaubriand, Nelson Leirner e Efrain Almeida foram alguns dos ilustres visitantes.
Movida mecanicamente por meio de um conjunto de intrincadas engrenagens, a obra fazia
girar, ao simples toque de um botão, duas grandes rodas de bicicletas. Simultaneamente tais
estruturas ativavam uma luz vermelha que piscava em intervalos desconexos, semelhante a
um “sagrado coração”. A partir deste tom sacro representado por diversos objetos afetivos,
tais como: flores de latas, gesso, fotografias de primeira comunhão, madeira, papelão, entre
outros, o artista desenvolveu seu particular mar de ilusões que se assemelhava a uma caixinha
de música em tamanho colossal atingindo o incomensurável dos mares e das ilusões.

Renata Gesomino.

Curadora e crítica de arte independente. Doutoranda pelo PPGAV-UFRJ.




Pinta Art Fair - New York -NY



Rastros do tempo - O embaraço das linhas da memória

Como quem desenha uma linha. Reta, outra não tão reta. Sinuosa. Como quem olha e encontra o embaraço dos fios. Como quem procura a si, tentando encontrar no anti-horário dos relógios a sua história. O tempo que volta para trás: -”Mas agora já são tantos os fios!”. E assim, como quem conta uma história. Como quem procura o fio da meada, acha na memória o novelo.

A contemporaneidade nos ensinou que o homem é sujeito constituído de pedaços e,  que fragmentado, caminha procurando incessantemente sua unidade. Nos ensina que, no máximo, ele consegue promover clarões, vislumbrar em poucos segundos a sua própria  existência.  Instante onde seus fragmentos  encontram uma ordem temporária, capaz de organizar o passado, dar um sentido pro presente e predizer o futuro...

O artista contemporâneo, em muitos dos seus movimentos, faz isso. Coleta rastros, guarda nas gavetas pedaços de papel, linhas, folhas, roupas velhas. Nos cantos de suas casas residem sem aluguel, pedaços de madeira, latas de tintas sem tinta, o resto da utilidade. Perenes,  todos esses sinais aguardam o movimento da memória que nem sempre se reveste de história a ser contada. A ação é do tempo. É ele quem  ensina o  gesto a ser aplicado, que guarda as descobertas e que cultiva a cultura. Ele quem diz: -“ Arte!”. A memória é uma habilidade do Tempo e,  às vezes, ela  é ancestral, memória que permanece do mundo. Tipos, arquetipos, deuses. E, se ainda não o são, podem vir a ser.

O artista Raimundo Rodriguez é um coletor,  trabalha com matéria de memória, transforma  as suas, as do universo, as de outrem em objetos estéticos. Seus sinais são mutantes, uma coisa se transforma em outra. Seu trabalho é rastro do mundo. Diz sem contar sobre o tempo. E, se o tempo é qualidade, suas obras cativam porque coincidem sincronicamente com outras temporalidades.

Sabrina Travençolo
Cientista Social, artista plástica e integrante do Grupo Garrucha

Catálogo: Pinta Art Fair NY 2012

Pop e Popular - Lemos de Sá Galeria de Arte (MG)

Lemos de Sá Galeria de Arte -27 de Outubro de 2012
POP E POPULAR. A coletiva reúniu os trabalhos de Deneir Martins, Edmilson Nunes, Felipe Barbosa, Jorge Fonseca, Marcone Moreira, Marcos Cardoso e Raimundo Rodriguez. Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, Nova Lima - MG








Línox e Raimundo Rodriguez - Estúdio Móvel




Publicado em 13/04/2012

http://tvbrasil.org.br/estudiomovel/ Linox começou o flerte com a bateria quando ainda tinha 12 anos. Um ano depois, quando se mudou para o Rio de Janeiro, conheceu Davi Moraes, com quem fundou, junto com o músico Zé Ricardo, a banda Fibra de Vida. Linox começou oficialmente a profissão como baterista da banda de Moraes Moreira, junto com os seus outros dois parceiros da banda Fibra. Os três se dividiam entre Moraes e a banda e viajaram por todo o Brasil.

Acompanhando Moraes Moreiras, o saxofonista Nivaldo Ornelas e o cantor Cláudio Zolli, o músico foi ganhando experiência na bateria e percussão e não demorou para dar início ao trabalho autoral. Começou a escrever suas próprias músicas, enquanto, lentamente, ia mudando para a guitarra. Compondo e tocando, Linox conseguia combinar seus principais interesses: música, filosofia e poesia.

Outro convidado é Raimundo Rodriguez, nascido no Ceará, ele começou a pintar aos treze anos. Raimundo é um artista que se interessa pelo rejeito, pelo material desprezado, pelas sobras. Suas obras dão uma nova dimensão às sobras de madeira, ferro e plástico. Como ele próprio diz, cada material tem energia própria, carrega uma história através das mãos que o tocaram.

Um artista que faz renascer tudo o que lhe cai nas mãos. O lixo é luxo... é vida e arte. Seu desafio é sempre transformar algo que ninguém quer em objeto de desejo. E é sobre isso e muito mais que ele vai conversar com Liliane Reis no programa.

Eu não sou um poeta, eu sou um malabarista

Espetáculo de Jorge Salomão - Ambientação
Teatro Parque das Ruínas - Santa Tereza, Rio de Janeiro, RJ








Catálogo: Exposição Coletiva Caza e Café Baroni

O Café Baroni oferece a seus clientes, não apenas um momento de lazer e divagação, mas, uma possibilidade real de apreciação à arte contemporânea, e às pesquisas estéticas em alto nível que estão sendo realizadas, sobretudo, a partir do cenário artístico carioca. Portanto, ao alcance de um café e de um cardápio original é possível ver uma série inédita de gravuras e desenhos de artistas como: Claudio Cambra, Gian Shimada, Karla Gravina, Kátia Gorini, Léa Soibelman, Lígia Teixeira, Marcio Zardo, Maria Helena Bastos, Raimundo Rodriguez, Roberto Tavares, Sandra Passos e Shirley Nogueira.